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Sair do sedentarismo e começar a praticar não um, mas três esportes de uma vez.

Se parece impossível para você, provavelmente você ainda não conhece nossos professores!
A prova de que é possível é essa entrevista com o aluno da GB Tarumã Henrique Rubem Adamczyk, de 49, que há dois anos saiu do sofá – depois de três décadas parado! – e agora já compete em provas, com 12 competições no currículo.

Confira a história dele!

Há quanto tempo pratica triátlon?
Comecei em dezembro de 2014, um ano e nove meses

Como e porque começou?
Tudo começou após uma noite de conversa com os meus amigos e um deles propôs o desafio de praticar o triátlon. E eu como estava há muito tempo parado sem praticar atividades físicas e pesando na marca dos três dígitos, “topei” o desafio. Mas como assim fazer triátlon? Eu nem sabia nadar direito! Comecei a procurar algumas academias, e encontrei a GB. Arrastei uns quatros amigos meus para treinar comigo, e não saímos mais.

Antes já praticava esportes?
Pratiquei handebol até os 18 anos, mas depois começou a época de vestibulares, fui estudar fora… fiquei mais ou menos uns 30 anos parado.

Como foi o processo entre o sedentarismo e a prática desse esporte?
Não foi nada fácil, estava há 30 anos sem realizar nenhuma atividade física. Não sabia pedalar e nadar direito. Então, tudo era um grande desafio e parecia impossível. Mesmo assim, não desisti! Depois de dois meses treinando realizei a minha primeira prova que consistia em nadar 750 metros, pedalar e correr. Então me dei conta que não era algo tão difícil, pois depois que você faz a primeira prova e consegue adaptar às três modalidades, tudo fica mais tranquilo.

Quais foram/são os principais desafios da prática do triátlon para você?
No meu caso, a natação foi o meu maior desafio, pois não sabia nadar muito bem na época. E também entre as três modalidades a natação é mais desafiadora, pois ela exige mais técnica e sincronismo com o corpo. Porém, o maior desafio para quem está começando o triátlon é a disciplina. Você precisa adaptar a sua agenda para os treinos, os horários com a família e ter responsabilidades com a sua alimentação, as horas de descanso e et.c, porque você tem que ter uma condição mínima para treinar.

De quais competições você já participou?
Desde dezembro de 2014 até agora já realizei cerca de doze provas no total, entre elas duas me marcaram. Uma delas pela posição, pois fiquei em primeiro lugar, e a outra foi uma prova em Florianópolis, que foi a minha primeira prova mais longa, com 1900 metros de natação, 90 km de bike, e 21,5 de corrida. Foi muito legal, eu já tive que me preocupar com alimentação, estratégias durante a prova, ver os sinais do meu corpo; Não adianta forçar e dar todo o gás na bike e não conseguir fazer a corrida. Acabei ficando em oitavo lugar, fiz em cinco horas. Foi especial porque eu terminei inteiro, fiz em um tempo legal!

O que mudou na sua vida depois disso?
A minha vida mudou em vários aspectos quando comecei a praticar triátlon. A primeira mudança foi organização dos meus horários e rotina. Antes de começar os treinos, disponibilizava muitos horários ao trabalho e pouco tempo com a minha família, não conseguia achar um equilíbrio entre os dois. Nas segundas, quartas e sextas-feiras acordo às cinco e meia da manhã e já vou para aulas de natação às seis da manhã, que duram até às sete. Descansamos uns vinte minutos e saímos para correr. Já nas terçar, quintas-feiras e sábados, reservamos a manhã para pedalar. Uma rotina corrida, mas o bom de tudo isso é que eu faço ao lado do meu filho. Agora eu consigo reservar o meu tempo para cuidar de mim, ficar com o meu filho e também trabalhar.
Estas mudanças refletiram nitidamente na minha saúde do corpo e da mente. Os exames que eu realizo hoje têm resultados positivos e equilibrados, a minha imunidade aumentou e diminui o nível de estresse. Apesar de todas as mudanças benéficas no meu cotidiano e na saúde, aquela que eu mais me sinto orgulhoso é pode passar mais tempo com o meu filho.
E eu sempre acreditei nos valores dos esportes: tem que ter muita dedicação, nada vem de graça… você mais do que falar para seu filho praticar, é você ser exemplo para ele. Mostrar a sua superação, esforço, e o quanto podemos acreditar no nosso potencial. A gente consegue superar qualquer coisa.

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