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Mitos e verdades: não deixe que falsas histórias afastem seu filho da piscina.

 

Criança que sabe nadar tem mais chances de se afogar? É possível sofrer afogamento horas depois que ter saído da água? Estes são apenas dois exemplos de histórias mal contadas que podem influenciar negativamente pessoas que querem matricular seus filhos na natação.

Quando aprende a nadar desde cedo, a criança adquire não apenas a habilidade e mais autoconfiança ao entrar na água, ela também conhece melhor o próprio corpo e as próprias capacidades e limitações, sabendo reconhecer se deve ou não entrar no mar ou em rios. Mesmo assim, toda vez que água e criança estiverem no mesmo cenário, um adulto deve estar junto supervisionando!

Outra influencia negativa causada por desconhecimento são os casos de afogamento em que supostamente a criança sofreu por afogamento depois de ter saído da piscina. De acordo com material divulgado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, esse alerta pode afastar o público das piscinas, sendo que os casos noticiados na verdade têm outros tipos de causa.

“O processo de afogamento é um continuum, que começa quando a via aérea do paciente está abaixo do nível da superfície líquida, ou recebe um “splash” de água, que, se não interrompida, pode levar ou não à morte. O termo “quase afogamento (near-drowning)” foi abandonado, pois tal termo não existe. Ou a pessoa aspirou água e é um afogado, ou não aspirou e trata-se apenas de um caso de resgate. Assim termos confusos como afogamento “seco” e afogamento secundário foram definitivamente eliminados”, explica o Dr. David Szpilman Sócio Fundador, Ex-Presidente e atual Diretor Médico da SOBRASA, em artigo publicado no site da Sobrasa.

Dessa forma, quando se fala em “afogamento secundário”, não se está tratando de um afogamento que aconteceu horas após o lazer na água, e sim de “um processo causado por patologia associada que precipita o afogamento, já que possibilita a aspiração de água pela dificuldade da vítima em manter-se na superfície da água”.

Nos casos em que, por algum motivo, a criança passa um tempo submersa e acaba engolindo água, sendo resgatada ou conseguindo sair sozinha sem de fato se afogar, é preciso mesmo assim buscar o socorro e fazer o acompanhamento médico e a observação, mas o afogamento posterior a isso não acontece.

Não deixe que a desinformação afete a vida e as habilidades da criança. A natação é um dos exercícios mais completos e recomendados para crianças e adultos de todas as idades. Buscar estrutura adequada e professores capacitados, bem como ler sobre o assunto e tirar dúvidas com os profissionais são formas de conhecer mais sobre isso antes de mergulhar neste universo.

Mais informações: www.sobrasa.org

 

 

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